terça-feira, 13 de outubro de 2015

SE ATÉ OS ANJOS MORREM, ENTÃO: _ ATÉ JÁ.

                         OU MELHOR, ELES CRIAM ASAS E VOAM.


Podem pensar que estou delirando,
Pois delirei o tempo todo até aqui.
Mas não é delírio dessa vez, não.
Silvio estava sorrindo e dividindo o tempo entre nós.
Parecia comungar de uma saúde muito boa.
De repente!
Olhei em  seus olhos  já mudados,
E notei o seu respirar angustiado.
O meu coração tremeu, pois achei que desabaria ali mesmo,
E na queda desastrosa, viria  a quebrar as suas delicadas asas.
Ele foi empalidecendo a olhos nus,
Foi se desintegrando e dando espaço as suas enormes asas,
Fazendo menção em flutuar.
Parecia leve como pluma.
Enquanto se seguiam os risos alegres do povo, ele se ia ali mesmo,
Frente ao olhos de um povo que não percebeu nada, antes do final de sua vida.
Como eu queria dizer aos que estavam por perto, sorrindo alheios a tudo,
Que ele estava passando de um plano para o outro.
E no inicio, acho que nem ele mesmo sabia.
Olhei firmemente em seu rosto,
Depois que já estava em fartura sobre as asas,
E vi seu último sorriso com um piscar de olhos a me dizer;
_Até já.
Sem forças para responder,
Ali fiquei a ouvir os gritos de lamentos de seus familiares, dizendo;
_Chame alguém para lhe socorrer.
E insistentemente o balançavam na esperança de uma ressuscitação.
Se é pra ser assim, (pensei)
Até já.





































                                     MARY PEGO

Nenhum comentário:

Postar um comentário