Caminhar numa estrada cheia de pedras e espinhos,
Como muito tempo venho caminhando,
Tem que ter muita força e vontade.
Só coragem não basta.
No começo, achei que se, me munisse muito bem,
Desses quesitos, nada viria me abalar.
Qual nada!
Quantos tropeços,
Quantas lamurias
Quantas vezes já me vi esparramada ao chão,
Sem pretensão nenhuma em me levantar.
Quantas vezes desabei com o intuito em nunca mais me levantar,
E ali mesmo terminar essa minha jornada.
Quantas vezes me esmoreci e jogada fiquei,
Para poder tomar um folego e a vida como prêmio voltasse em mim.
Mas graças a Deus, consegui me levantar de cada tombo que levei.
Quantas e quantas vezes me feri nas pedras cortantes que encontrei,
Feito laminas afiadas e sangrando continuei.
Quantos gatinhos, lindos e dóceis se aproximaram de mim,
E depois de pequena distancia, viraram feras enormes e das mais violentas.
Eu tento ser prudente e me esgueiro de todos os modos,
Mas, a verdade é, que vez ou outra, acabo por cair,
Em armadilhas que são preparadas especialmente pra mim.
Só caio por não acreditar que alguém teria a coragem de me abater.
Mas mesmo com tudo isso, tenho me saído muito bem até aqui.
Eu confio num ser superior que me protege sempre,
E faz tudo por amor a mim.
Deus.
MARY PEGO
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