O QUANTO SOU GRATA A ELE.
Quando pequena, tinha pouca força para competir com um adulto na hora que a minha família ia a igreja.
Menos da metade do caminho, papai me erguia, e como que fosse um cavalo de carga, me carregava sem reclamar. Hora nas costas, hora em seu pescoço. Isso acontecia na ida e na volta.
Na volta, ele se cansava muito mais, pois eu já vinha dormindo em seus braços.
Raramente via chegar em casa.
Um pouco mais adiante, por as crianças serem muitas e pequenas, ele resolveu fazer um carrinho puxado a mão. Nele, ele carregava de uma só vez, todos os seus pestinhas.
Ali dentro, quase que amontoados, íamos cantando, gritando e sorrindo com as brincadeiras que ele fazia, para nos alegrar.
Imitava ser um cavalo. Gritava como fosse um carrinheiro exigindo habilidade do animal. Dava pulinhos como fosse bicho totalmente xucro.
Era ma-ra-vi-lho-sooo!
Aquilo me fazia muito feliz.
Mamãe, com o mais novinho nos braços, seguia o caminho sorrindo e de vez em quando, dizia;
_Vamos cavalo! Opaaaaaa!
Ele, (O meu doce papai) enquanto eu era criança, nunca me negou afeto.
Sempre estava disposto e alegre.
Hoje, vou me desdobrar para chegar a sombra do que ele foi para mim.
Se preciso for, e se tiver forças, vou retribuir parte do que já me fez.
Devolver tudo, seria impossível!
Serei para ele, um cavalinho incompetente, mas vou pular bastante para fazer com que viva sorrindo.
Me fez tantas coisas boas nesta vida.
Tenho que mostrá-lo com o meu amor, o quanto sou grata a ele.
OBRIGADA PAPAI, TE AMO!
MARY PEGO
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