AO VIRAR A ESQUINA.
Juro que fiz tudo certinho, mas simplesmente não deu certo.
"CERTINHO, SEM FALTAR, NEM POR"
Mas toda essa minha prudência, não evitou a minha queda.
Feito Golias fui parar esborrachada ao chão.
Estou assustada com a minha fragilidade e inferioridade.
Pago todos os tributos que me cobram, mas não sou respeitada.
E como se não bastasse, me tratam como eu fosse a leprosa da vez.
Os mais afortunados vão se afastando por repúdio a minha degradação.
E como se fosse um só coro, gritam coisas que não entendo.
..mas sei que são palavras de ordem.
Gritos que não são somente contra mim,
mas contra todos que estão no meu nível social.
Sem exceção. GRITAM! GRITAM! GRITAM!
Mesmo a maioria não sabendo exatamente o porquê gritam,
continuam a gritar mesmo assim.
Acho que um acompanha o outro e assim passam a gritar em massa.
Alguns pelo meio, clamam por misericórdia.
...E outros, por comida mesmo.
Mas nesse coro, a maioria não sabe de fato o que realmente está acontecendo,
e por isso acabam pedindo socorro ao seu algoz.
Desesperados, correm pra guilhotina com as suas próprias pernas.
Eu com tamanha ignorância e medo, tento driblar e conquistar aquilo que os espertos já conquistaram ha muito tempo.
Pois o que queriam, já esta em seu poder
A MINHA LIBERDADE É TUDO O QUE DESEJO,
MAS DESCUBRO AS DURAS PENAS QUE JÁ A PERDI FAZ UM TEMPÃO.
ESTOU ABANDONADA E DEIXADA AO RELENTO,
MEDIANTE TAMANHA TEMPESTADE.
Desesperada por não acreditar em mais ninguém que fosse humano,
passei a gritar por um ser superior, uma divindade, na esperança de que me defendesse.
Mas quando ainda estava em gritos, ao longe acabando de desaparecer na primeira curva, o vi sumindo
com um saco sujo nas costas.
Ele, descrente com a politicagem do meu país, jogou o saco nas costas e se foi.
Mas ele foi pra onde?
Não sei, mas desconfio muito que rumo tomou.
O FARSANTE FOI PARA O CARIBE.
Foi desvendar os mistérios de ARUBA.
Com a cabeça fervendo, tentando desvendar esse mistério, percebi que mesmo tentando ser astuta, acabei por ficar somente com um porrete nas mãos.
Sempre trabalhei muito na vida, mas os que elegi, por serem mesquinhos,
não abrem mão de levar parte da bagatela que ganho.
Fazem vistas grossas ao me ver estendendo a mão,
reivindicando o que é meu por direito.
VOU PEGAR ESTE PORRETE QUE ME RESTOU,
E VOU USÁ-LO COMO ARMA PARA O MEU RECOMEÇO.
MARY PEGO
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