sábado, 2 de abril de 2016

JÁ SAI POR AI AFORA, RINDO DO NADA.

                       QUERO DIZER; _DO QUASE NADA!

Se soubesse te seduzir e fizesse com que se aproximasse,
praticaria o meu primeiro roubo em toda a minha vida.
Se conseguisse fazer com que nossos olhares se reencontrassem,
nunca mais choraria de saudades suas.
No primeiro momento que os nossos olhos se cruzassem,
o reconhecimento entre nós seria fatal.
O meu amor é como fogo em labaredas.
Por isso o calor tomará conta dos nossos corações.
Ha! Como queria ter o dom da atração.
Se assim tivesse, não estaria só.
Sozinha num vasto mundo, sem chances de você.
E sem você, tudo aqui é tristeza.
Sem você, a vida não tem sentido algum.
Sem você, perdi o rumo e fiquei a vagar.
Já inventei tantas piadas esdrúxulas,
que eu mesma acabei por repudiar.
Não consegui sequer esboçar sorriso.
E saber que como verdadeira insana,
já sai por ai afora, rindo do nada.
Quero dizer;
_Do quase nada!
Rindo escancaradamente,
sem que os meus sentidos me perguntassem absolutamente nada,
sem cobranças.
Sequer me pediram aprovação prévia.
Eles foram me abandonando de vez.
Quando me dei conta do tamanho da desordem,
não havia mais a quem recorrer.
E sem rumo estou a ver navios que me levam ao nada.
E na volta como deboche, me trazem o vazio da solidão.
Acho eu, que é um afastamento eterno.




































                             MARY PEGO

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