segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
ME VI CHEGAR E AGRADECI A DEUS PELA VITÓRIA.
SAI DE DENTRO DA MATA E VI O SOL BRILHAR.
No relato anterior, contei sobre o meu cansaço, e pela jornada ser enorme, já tinha me desvencilhado das bagagens, e não trazia mais nada em mãos. Mas o que vi agora, me deixou um tanto surpresa.
Me vi chegar.
Cheguei num descampado enorme e rodeado pela mesma mata que fiquei me debatendo e super cansada por muito tempo.
Nesse descampado, tinha um capim de mais ou menos quarenta centímetro (40), seco, estorricado.
E diferente da outra vez, agora tinha em meu poder, um litro de azeite, uma caixa de fósforo e um feixe de lenha nos braços. Quando vi a claridade da luz do sol (no primeiro momento), fiquei extasiada com tudo o que tinha conseguido. Mesmo com todo sofrimento e riscos que passei. Fiquei ali maravilhada, agradecendo a Deus pela minha vitória. Mas com poucos minutos tomei consciência do que realmente estava acontecendo comigo e insatisfeita com o resultado, passei a protestar em silêncio. Me perguntando.
_ O que vou fazer aqui? Do que me adiantou tanto sacrifício? Como vou resolver a minha vida com isso daqui?
Era um campo aberto, grande, tinha o formato do mapa do Brasil, a diferença era que no que se fechava, um corredor com o mesmo capim seco seguia. Com muito esforço, vi que tinha mais dele pra frente. Ali permaneci pensando com o coração na boca,
_O porque de tanto trabalho pra se chegar a lugar nenhum?
Ingenuamente ali, cheguei a ficar com medo de feras que pudessem vir a me devorar, mas logo me lembrei que dentro da mata o perigo não foi diferente. Tive medo da chegada da noite, mais tinha eu também passado por isso, e sobrevivi. Corri risco de morte o tempo todo e ia continuar correndo. Ali possuída pelo pavor e olhando pra tudo aquilo, pensei;
_ Lutei, lutei e cheguei no nada. Tenho que continuar lutando se quiser tentar sair daqui.
Ali, diferente de quando estava dentro da mata, não tinha mais aquele cansaço. Não senti sequer fome. Estava eu, com uma força, que se preciso fosse, agarrava um leão à unha e não perderia pra ele. Só que sem saber o que fazer com tudo aquilo que estava em mãos, comecei a me indignar bem mais. Revoltada e sozinha, estava. Não mais vi, as três pessoas que abriam caminho e me defendiam, enquanto estava dentro da mata. Mas no que peguei a chorar e protestar ali solitária, alguém, que não vi quem era, me disse;
_Ateia fogo. Acenda. Use o azeite na lenha e verás o que acontece.
Pensei;
_Se fizer isso, praticando tamanha insanidade, o fogo invade a mata, e acaba com tudo de vez. O fogo vai tomar tamanha força que além de me queimar, vai acabar com a natureza e ainda destruirá os meus filhos que deixei pra trás.
No que pensava, ouvi novamente;
_O fogo só vai queimar o que for pra ser queimado, o resto, eu preservo.
No que estava tudo arrumado, faltando somente riscar o fósforo,
ACORDEI MUITO ALEGRE E AGRADECENDO A DEUS PELA MINHA VITÓRIA.
FOI SOMENTE UM SONHO, MAS FOI MARAVILHOSO!
MARY PEGO
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