DE MENINA, A SENHORA!
Me desconhecendo totalmente,
Alheia a tudo que já vivi,
Andando de um lado para o outro,
Foi que me deparei com ele.
Ele sequer notou a minha presença.
Estava num canto do corredor,
Coberto por completo,
Envolvido num cobertor empoeirado,
E pelo que notei, já fazia um bom tempo.
Ali, perplexa com o que estava vendo,
Passei a murmurar como segredo fosse.
_O que faz aqui? Para quê serve?
Pobre coitado não me respondeu,
E em silêncio permaneceu.
Perturbada pela total ausência de ruído,
Quebrei a inação, arrancando de soco o cobertor,
Deixando me ver envelhecida.
Passei ali por bons segundos confusa,
Espantada me pus a blasfemar em lágrimas,
_Quem é você?
Naquela hora voltei a mim, e vi que aquela senhora,,
Na verdade, era a mesma garota que agora,
Aos trancos vive tentando levar a vida.
MARY PEGO
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