quarta-feira, 4 de julho de 2018

UMA TORRE DE BABEL.

                   NINGUÉM ME MERECE, NÃO É?


Sabe quando você tenta se defender de você mesma?
Assim estou eu.
Vivo brigando com o meu eu e por isso todos os dias fico rodeando, rodeando e acabo por me aliviar no mesmo  lugar.
O que faço comigo?
Não posso soltar o verbo, mas o danado do verbo fica se esfregando insistentemente na minha cara.
Rezo, oro e imploro para que ele saia da minha vida, e ele como uma espécie de malignidade fica me insultando.
Já até andei mentindo pra mim mesma (coisa que não gosto de fazer) dizendo -me que tudo isso é normal, mas a normalidade gargalha nos meus ouvidos tirando a graça e o nada de poder que tenho.
O mundo por mais civilizado que esteja, não está preparado para aturar certas coisas.
E acho que já me aprofundei demais na questão.
Mas o certo é, que o tronco da minha árvore já está dando sinais de apodrecimento de tanto que já descarreguei nele.
Que desatino!
Que triste sorte ver o que os outros pouco imaginam dessa existência bizarra.
E não poder expor, falar, tudo acaba em tormenta.
Feito um exercito furioso, está tudo aqui dentro do meu peito só esperando a ordem final.
Tinha que ser eu a louca solta neste vasto mundo, né?
Espero que tome eu consciência e me enrole feito um cão quando vai dormir e que tudo acabe por aqui.
Porque se defender dos outros é bem mais fácil do que se defender de mim mesma.
Estive por longas horas falando com o meu espelho, mas ele nem deu sinal de vida deu?
Permaneceu inanimado como se não estivesse ninguém por ali.
E ainda não encontrei uma viva alma que se conecte comigo de corpo presente.
Mas se acaso encontrar,  acho que não vai me entender de forma alguma.
UMA TORRE DE BABEL.
Nem bem começo a falar e os narizes começam a ganhar vida se mexendo de um lado pro outro por ficarem entediados.
Ninguém me merece, não é?
E estão certos em não me ouvir.
Quem quer ter alguém como eu por perto?
EU.
O certo, é que eu queria dar fim no meu Blog, mas por não entender de tecnologia, penso que  posso perder pra sempre o que já escrevi.
E não quero perdê-lo, porque respondo por cada ponto que aqui deixei.


































                               MARY PEGO

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