TADINHA DE MIM.
Quando deito-me para repousar, desfaleço.
Ou melhor, faleço.
Não consigo nem mesmo rezar e já é outro dia.
...Mas na última semana, nem os anjos vieram me visitar.
Não sei o que está ocorrendo comigo, só sei que está me faltando você.
Não na materialidade.
Matéria sufoca-me e é quase banal em termos espirituais.
Falta-me aquilo que traz a paz num cesto de flores todas as manhãs.
Aquela loucura de que quando olho para os rostos de quem amo, a cara vira em dentes e o coração dispara sem que eu queira.
Falta-me aquele pulsar doentio que alegra o coração por quase nada.
Falta-me aquela sensação latejante do amor que sempre encontrei até debaixo da cama.
De tanto que durmo bem, por muitas vezes ao me levantar, bati com a testa em algo.
E quando me despertei pra valer, vi que no decorrer da noite cai da cama e rolei sem querer pra baixo dela.
Quantas vezes me despertei em risos por tentar desvencilhar dos cobertores que serviam como amarras em meu corpo.
E quantas vezes gargalhei por me descobrir despertando num chão frio depois de me lembrar onde foi que iniciei o adormecer.
Será que amadureci de vez?
Pensei que não iria eu mudar nunca mais?
Nem cheguei na fase total da geriatria e já entrei na tão falada lucidez?
Olha baby, nem venha com discursos de adulto pra cima de mim, porque nem decifrar problemas ainda sei.
Estou desconfiando que estou acordando pra vida porque nem meus dentes vejo mais.
Sumiram.
Antes andavam à mostra feito cavalo quando vê um balaio de milho.
ARREGANHADOS NATURALMENTE.
Mas hoje estão recolhidos
Ninguém quis acreditar em mim quando disse que as flores morrem
As flores esmigalham e perdem o seu cheiro com tanta pressa, que parece estar envergonhada do vento que tanto lhe ajudou..
TADINHA DE MIM.
MURCHANDO.
MARY PEGO

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