ESTOU BEM ASSIM.
Encostada em mim, me pareço mais com um encosto.
Encostei-me levemente, de modo que caí no desuso.
Penso que na verdade, eu nem estou em lugar algum.
De tão inexistente, me escorreguei sucumbindo no vasto do nada.
Acho que o que estou sentindo, é dor de corno mesmo, amor.
Um diagnóstico muito dolorido!
Não sinto nada que comprove essa minha desconfiança, mas sinto algo estranho a me atormentar bem no topo das guampas.
Olho no espelho e não as vejo, mas os meus amigos juram que conseguem vê-las.
Acho que são amigos da onça, porque falam, falam e não fotografam o bicho para provar a sua existência.
Por isso amor, vou fazer como os cães que quando se sentem satisfeitos, chacoalham os seus rabos e saem como se nada tivesse acontecido.
Sei que o meu amor por ser obsoleto, já caiu de moda.
Por isso, quando me apresento a alguém, é mesmo que soltar um saco de baratas vivas meio a uma multidão.
O povo se dispersa formando tumultos e acabam por provocar acidentes ao correrem para livrar-se dos insetos.
AHAHAHAHAHAHAH, ESTOU BEM ASSIM, REPULSIVA!
MARY PEGO
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