domingo, 11 de setembro de 2016

QUANTA SAUDADES DO MEU CARRINHO DE ROLIMÃ.

                             AI MEU DEUS!

 Neno, era o apelido do garoto que vivia  fazendo carrinhos de rolimã, quase que para todos os garotos da vila onde morávamos.
Bem que ele se ofereceu a fazer o meu, mas eu queria exibir o meu possante, feito com as minhas próprias mãos.
Passei mão de um pedaço de madeira, depois de passar por oficinas juntando rodinhas com rolimãs encaixadas para movimentar a parte de fora. Mas na primeira hora de esforço e trabalho, amassei com o martelo, meus três dedos da mão esquerda.
Aquilo para mim, foi quase nada.
Só berrei pelas dores sentidas por mais de meio dia, mas no que melhorou, (acho que isso deve ter me atormentado pelo menos, uns quinze dias) trabalhei firme e consegui construir o meu primeiro carrinho.
Sabe, acho que devido a minha decepção referente ao atraso, a minha obra ficou melhor que todas as que foram exibidas por lá até a data.
Todos os moleques do povoado, foram vê-lo de perto.
E a maior parte que o viu, elogiou, dizendo;
_Negrinha! Quem te ensinou a fazer carrinhos de rolimã?
Até o nosso patrão gostou.
Sorrindo e andando de um lado para o outro, me disse;
_Gostei! Faça um para o meu neto. Quem te ensinou?
Lhe respondi acanhada;
_Eu. O papai me deu algumas dicas e segui-as com muito capricho.
_Supimpa! Outros diziam com entusiasmos.
Como brinquei naquele carrinho!
Fiz muitos outros para amigos e amigas.
E como pagamento pelo meu trabalho, recebi muitas fatias avantajadas de pão,
recheadas com muito doce. A famosa chimia.
AI MEU DEUS!
QUANTA SAUDADES DO MEU CARRINHO DE ROLIMÃ.


































                      MARY PEGO

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