MAS ERA EU, CHORANDO POR TI.
Quantas vezes, acordei delirando por um beijo seu,
Desejos reprimidos e que gritavam pela liberdade.
Dentro de meu abatido ser, milhares gritos faziam coro.
Que na verdade, era eu, chorando por ti.
Eu, como bicho acoado, refutava sem saber onde estava a paz.
Aquela paz, harmoniosa da conquista que um beijo ardente trás.
Quantas vezes me levantei à noite procurando por você.
Apalpando os móveis, como insana em busca do teu calor.
Procurava pela temperatura que só encontro em seus braços.
Braços entrelaçados e quentes, com um amor puro e envolvente.
Quantas vezes em noites geladas, me sentei ao chão e chorei.
Lamentei totalmente jogada feito trapo, num piso frio.
Ali sozinha, quase sem o meu próprio eu,
me vi assustada, procurando por mim.
Me tornei uma mulher vazia e sem esperança nenhuma.
E por eu estar muito solitária, me perdi de mim mesma.
E na luta por um reencontro com o meu eu,
deixei um chão gélido lavado em lágrimas.
MARY PEGO
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