domingo, 21 de fevereiro de 2016

E A TUA MÃE DEMÔNIO, O QUE FAZ AGORA?

                             ESTÁ NA CIDADE.

Não sei nadar e nunca aprendi a arte,
porque mamãe morria de medo que morresse afogada.
Imagine o seu lindo anjinho morto.
Seria para ela, uma tragédia!
Onde morávamos, tinha um rio, não muito grande,
mas o suficiente para que nadadores espertos,
morressem com a violenta força que a água possuía.
Aproveitei o ensejo, em que os meus pais foram pra cidade,
amarrei uma corda bem cumprida no tronco de uma árvore,
que havia beira ao rio, a outra ponta, em uma de minhas pernas,
e lá ia, se iniciar a minha aventura.
Triste dia.
Me joguei e não consegui a me lembrar, que tinha que movimentar as mãos e pés,
para evitar um afundamento.
Não bastasse afundar, a correnteza ainda me levou pra longe da margem.
Pensei até que o nó que fiz, havia se desamarrado e no desespero,
não conseguia achar a corda para voltar.
Quando cheguei à margem, quase apanhei.
Dei de cara com um senhor, desconhecido de minha família,
muito bravo comigo, dizendo-me;
_Eu devia de ter deixado acabar de morrer primeiro, pra depois retirá-la.
Pestinha! Onde está o teu pai?
Respondi;
_Está na cidade.
_E a tua mãe, demônio, o que faz agora?
_Está na cidade.
_E você aprontando.
Não tinha forças para sumir de vez de sua presença.
Além de estar abatida pelo excesso de esforço que fiz,
ainda estava presa com a corda que amarrei em minha perna.
No que ele me desamarrou, não sei como arranjei forças,
sai correndo e não sei onde foi parar o homem e a corda.
Papai cobrou pelo sumiço da corda por muito tempo.
Sinceramente, não sei onde foi parar a corda.
Como vou saber, se criança não usa esse tipo de coisa?
Quase morri e não aprendi a nadar.




































                          MARY PEGO

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