DUAS GRANDES RESPOSTAS, À VIDA.
Lá,muito antes de eu ser mãe, ainda na minha adolescência,
já orava pelos meus filhos.
Pedia a Deus que me desse filhos bons.
Não seria necessário que viessem providos de grande beleza,
(claro, nem precisava querer beldades em casa, visto a minha aparência),
mas que fossem saudáveis e me dessem alegrias.
Queria fazer de meus filhos, homens, mulheres, prestativos à uma sociedade.
Pedia a Deus, que me fizesse ser uma mãe que soubesse educá-los,
de maneira que não passasse desgosto.
Há situações gravíssimas que passamos na vida,
e que atravessamos por não ter regrado direito a nossa plantinha, desde o ventre.
Tive a primeira já madura, beirando os meus vinte um anos,
e quando a quando a vi pela primeira vez, jurei a ela todo o meu amor.
Conversei com ela por muito tempo.
Falei sobre coisa que viriam no decorrer de nossas vidas.
Disse a ela, que nada, absolutamente nada, nos separaria.
NEM A MORTE.
Disse a ela também, que todos os ajustes e correções, que viesse a fazer em minha vida,
não faria, se acaso viesse a prejudicá-la.
Depois de poucos anos, (ele), um filho, e o mesmo fiz.
A alegria foi tamanha, porque sempre dei asas ao amor.
Voltei a ser criança e passei a brincar como antes.
Em minha vida, sempre, tudo pelo amor.
E mais uma vez, disse para o meu grande amor.
NEM A MORTE ME SEPARARÁ DE VOCÊ.
TE AMO MAIS QUE TUDO NESTA VIDA.
E assim vivemos.
Dois filhos, duas grandes respostas à vida.
Como é bom amar.
Dois filhos defeituosos, assim como eu, mais filhos bons.
Bons porque não invadem a integridade física e moral dos que vivem ao seu redor.
Bons como cidadão comum.
Mais, coisa que até então, eu não imaginava, é que sou louca pela vida.
Certo dia, andando pelas calçadas e vendo vitrines de lojas,
me deparei com uma casa que vende ração para animais.
Lá, numa gaiola que só serviria pássaro, estava uma cachorrinha piolhenta e vira-latas.
Depois de olharmos um tempo, o homem proprietário,
com o intuito em nos incentivar na adoção, relatou.
_É bem certo que não tem raça boa, mas são os mais amáveis.
Estava jogada e recolhi há dois dias, mas se não houver alguém,
que se interesse por ela, vou devolvê-la a rua.
Não posso ficar alimentando cães que jogam fora.
Pensei:
_ O meu amor é tão grande, porque deixaria de ajudar alguém que passasse por mim?
Por amor, é claro. Isso depois de ficar por bom tempo a observá-la.
Resultado; -Adotei.
Na hora que senti em meus braços, jurei a ela, que ninguém a colocaria as mãos,
se não eu, ou, para cuidados médicos.
A AMO.
Amo mais que o meu próprio amor podia imaginar.
Ela não somente faz parte da minha vida, ela é, a minha alegria e vida.
TENHO DOIS GRANDES AMORES CANINOS.
MARY PEGO
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