quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ESTOU ENTALADA COM O MEU PRÓPRIO ESTÔMAGO E NÃO FOI CONCEDIDO A MIM,


                        NEM O DIREITO AO MEDO.


Pensei que essa jornada estivesse  acabando,
mas eu vi que o meu caminho ainda é muito longo e doloroso.
olhei para trás e o caminho de tanto que andei,
não consegui ver de onde parti.
Olhei pra frente e não consegui ver onde será a chegada.
O final da jornada.
Acho que ainda estou no meio da viagem,
mas estou no caminho certo.
Estou com tanto medo,
que estou com a sensação de que o meu estomago,
esta localizado no pescoço.
Sabe aquelas três pessoas que iam na minha frente,
para desbravar a mata para que eu pudesse passar?
Lá estão trabalhando.
Não falam nada.
Estão definhadas.
Muito machucadas e calejadas.
Parecem pessoas famintas.
mas com uma força impressionante.
Por qualquer sinal de perigo contra mim,
Saem a minha defesa.
Eles me defendem bravamente.
Não me disponho de bagagens alguma,
mas me sinto curvada por um cansaço enorme.
Estou muito marcada.
Muito triste e abatida.
Pensei que seria mais fácil essa caminhada.





































                                MARY PEGO


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