Debruçada em mim mesma;
Esperando por você decidir.
E você não decide nada.
Decidindo um silêncio total.
Vejo tudo amplo e nítido por fora;
Mesmo morando dentro da minh'alma.
Refuto a cada segundo que não quero ser assim;
Mas é aqui dentro que faço minha morada.
Morada de espelhos que reflete você.
E você mesmo consciente apronta o tempo todo.
Fico abatida por saber que não me compreende.
Mesmo refutando não consigo evitar.
Casa transparente onde vejo tudo;
Que se passa com o mundo lá fora.
Triste ver e não poder resolver nada.
Então; resolvi a chorar, lamentando hostilidade solidão.
Solidão de turbilhão entre duas marés sobre mim;
Manifestando todas as dores de uma vez só.
MARY PEGO
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