Andamos sempre nos estranhando.
Repelindo sempre damos asas a rejeição;
Tudo para provar pra nós mesmos;
Que o nosso amor entre nós aquietou-se.
Antes com o sangue como que quisesse explodir nas veias;
Não nos víamos o suficiente para o próprio conhecimento;
Pois o amor de tão cego não nos dava tempo para nos vermos;
Pois beijos apaixonados acontecem sempre de olhos cerrados.
Hoje o meu corpo já não pulsa mais como acostumava acontecer.
Ele como se estivesse dormindo não reage mais a você.
Antes só de te imaginar se alegrava de prender o coração.
Tudo dentro de mim fervia como água em abolição.
A paixão vai devastando como fogo violento.
Queimando sem alivio soprado pelo vento.
E como lenha verde ardendo chora.
Estranhos nas entranhas separados nos calamos.
MARY PEGO
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