VOCÊ E A MALA
Foi numa madrugada fria;
Quando ouvi um toque na porta.
Porta que dava saída pra rua.
Não imaginei que fosse você.
Eram toques insistentes;
Com chamados muito sutis.
Baixo que mal dava para ser ouvido;
Mas desconfiei que fosse você.
Aos poucos fui identificando;
O som de sua voz.
Assustada atenta fui me levantando;
Devagarinho para impedir o meu ruido e escutá-lo.
Me desvencilhei dos cobertores;
E sai andando de mansinho.
Enfim cheguei à janela e o vi.
Era realmente você.
Curvado sobre uma mala;
Com as barbas arrastando pelo chão.
Era tudo de ruim que me fez passar;
Ruim por muito tempo em minha vida.
Os meus olhos estavam presenciando;
Duas malas pedindo arrego.
Pesadíssimas e difícil pra se carregar.
Assim é o seu retorno em minha vida.
Tudo me leva crer que você veio;
Pra ficar e infernizar a minha vida.
Duas bagagens!
Você e a mala.
MARY PEGO
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