FRAGMENTOS
Deitada sobre um pano branco;
Pele alva de uma brancura total.
Pano puído desgastado pelo tempo;
Tempo que não perdoa ninguém.
O tempo fez do pano branco marrom;
Fazendo-o em pedaços minúsculos.
Com o vento sutil insistindo a tocar;
Levando os fragmentos pra longe.
Lentamente fez buracos enormes.
Desaparecendo de vez dali.
Sem pano sem nada;
A dor e a solidão vieram lhe visitar.
Com seus olhos brilhando querendo falar;
A sua pele já não estava tão clara.
Num tom encardido e pegajoso;
Levantou-se esforçando me disse;
Preciso esquecer-me dos outros;
Os outros não precisam de mim.
Vou tirar esses espinhos;
Que me ferem numa dor sem fim.
MARY PEGO
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