DEBAIXO DA CAMA?
Eu nego que estive lá.
Mas vi o que mais temia ver;
E mal consegui pronunciar com clareza;
Que estava ali por amor a você.
O quarto parecia um deserto;
Um lugar desabitado.
Mas fios de cabelos resplandeciam;
Bem visível ao pé da cama meu lado.
Senti a dor do abandono;
O desejo da fuga me desesperou.
Você desfigurado mudo ficou;
Hirto e congelado paralisou.
Eu nego que houve ensaios do perdão;
Nego que houve exposição.
Digo ao mundo que é cachorro sujo e fedorento;
Por isso lhe mandei às favas ao relento.
Nego com o coração querendo afirmar.
Que aquela safada não saiu de lá;
Prefiro dizer que correndo saiu e passou a gritar
Se tinha fama de gatinha agora esta mais pra galinha.
Se teve coragem de me trair;
E gosta daquela lambuzona.
Pode fazer da sua casa um harém;
E não precisa mais esconder a sujona.
MARY PEGO
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