UM CORTE NA CARNE
Um corte na carne;
E não tenho como fugir.
O que tenho para lhe dizer;
Dói mas tenho que assumir.
Saiba que te amo muito;
Talvez amanhã eu não mais consiga dizer.
O que estou lhe dizendo agora;
Está próximo a acontecer
A velhice chega pra todos;
A doença também.
Se juntam com a insanidade.
Viro velha gagá e tudo irá me deter.
Quando chegarem todas de vez;
Não vou conseguir pronunciar seu nome.
Nem a palavra amor.
Talvez eu nem te reconheça mais;
Vou ficar lesada;
Talvez não aceite a presença de estranhos.
Talvez eu queira gritar;
E a minha boca não mais me obedecerá.
E se eu conseguir;
Os meus gritos serão desesperados.
Talvez alguém corra para me defender de você.
Por isso o beijo não mais acontecerá.
E se por acaso isso vier acontecer;
Como vou te dizer te amo
Talvez eu me esqueça de tudo;
Teu nome.
Talvez não consiga dar-lhe o meu abraço;
Ao me acordar de manhã.
Lhe dizer o quanto foi maravilhoso estar com você.
Talvez me esqueço de nos dois.
Como um corte na carne;
Estou certa que vai chorar.
Vai doer ao se lembrar de mim;
Da beleza que vivemos juntos.
MARY PEGO
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