sábado, 21 de fevereiro de 2015

A CARTA

                                                                 A  CARTA


A carta que você me deixou;
Não li.
A mesma estava molhada;
E surrada pelo mal tempo.

Como sei que se trata;
De uma carta de amor?
Porque dentro dela esta uma rosa;
Toda triste murcha e molhada.

Os versos que você me escreveu;
Deveriam ser versos de amor;
Não li porque o tempo os apagou;
Insultando e desprezando o nosso amor.

Palavras bonitas;
Não deveriam ser apagadas;
Mas o tempo não nos perdoou.
Apagando coisas que jamais me falou.

Estou certa que tudo o que me escreveu;
Sempre sonhei em ouvir.
Falando e sussurrando;
Ao pé dos meus ouvidos.

Se teve a coragem de me escrever;
Porque não veio falar comigo.
Os românticos não economizam nada;
Eles vão à luta e se  jogam;
De corpo e alma numa conquista.

              MARY PEGO

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