_A MULHER MAIS LOUCA DO UNIVERSO.
Estava eu andando pela rua, quando alguém abordou-me dizendo:
_Gosto do que você escreve. Como é que aprendeu a escrever tão bem?
Em um diálogo extenso, lhe falei
_Na verdade, nunca soube e ainda não sei escrever. Comecei a colocar em evidência as minhas ideias, pela saudade enorme de falar com os que amo.
É claro que pela vida toda, passei escrevinhando e escrevo porque amo escrever
Nem devia ter arranjado transtorno rabiscando sentimentos, mas isso é como brinquedo para mim.
Derramo emoções, porque não sei ser diferente e a saudade não só machuca, mas mata-me também.
Sempre tive um sonho de ser reconhecida e entendida pelos consanguíneos, mas nem isso consegui.
Vivem jurando que detestam cartas, pois pouco sabem lê-las.
Juram que as descartaram sem sequer ler uma linha delas.
Não sei como não gostam de cartas, pois afirmam que não me ouvem ao telefone e para justificar a minha ausência, pedem encarecidamente que eu não apareça por lá.
Quem é que vai me reconhecer se sou extremamente exótica?
Nunca vão reconhecer alguém que se assemelha ao nada.
Nada é nada.
Nada é inexistente.
Para os vazios, é claro.
Porque para mim, "nada" se refere a um mundo de expectativas.
E quem sabe um dia, o mundo me reconheça, como sendo eu.
_A mulher mais louca do universo.
PENSO QUE NÃO SOU LOUCA, MAS VISTO QUE ATÉ AGORA NINGUÉM ME ENTENDEU.
ENTÃO; DEVO ESTAR ANDANDO SEMPRE NA CONTRA MÃO DA SANIDADE.
Mas mesmo assim, ainda acho que onde existe o nada, existe muito mais que histórias pra relatar.
MARY PEGO

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