sábado, 6 de janeiro de 2018

DA CINTURA PRA CIMA, AMOR, GRITO.

DA CINTURA PRA BAIXO, INCENDEIO E ME EXIBO FEITO UM ARCO -IRIS.


Não me conformo de jeito algum, com esse seu amor morno.
Sou quente, amor, e não consigo viver pela metade.
Viver no mais ou menos, é coisa de quem não sabe o que quer.
Viver em banho Maria é coisa pra quem nunca quer trocar a pele..
Coisa de quem quer se acomodar.
Resistir, sair porta afora com as malas nas mãos, já é um sinal de força.
Sou como um pau de fogo e quem se encostar em mim, de um jeito ou outro, vai acabar se queimando.
Da cintura pra cima, amor, grito.
E da cintura pra baixo, incendeio com chamas intensas, e as labaredas são como um arco-iris que se exibe no céu para que todo mundo o veja.
Moro numa caixa de fósforo e desesperada feito um grilo louco, tento me espichar feito madame numa espreguiçadeira..
Tento, mas descobri depois de me debater muito, que o espaço que tenho é minúsculo.
De tão pequeno que é, tenho medo de me espreguiçar e as pontas dos meus dedos acabar cutucando alguém que está em algum lugar que não pertence a mim.
Sou evasiva e não convivo bem dentro dos padrões de uma sociedade reservada, por ser metida demais.
Pense numa pessoa entrona e extremamente folgada.
E pra me insultar, de vez em quando, ouço sem querer ouvir, comentários sobre a minha personalidade estranha.
_Como é que cabe tanta inveja, num corpinho tão pequeno?
...HEIM? COMO? PEQUENO?


































                               MARY PEGO

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