A DOR DELE, ERA MINHA TAMBÉM.
Podem me chamar do que quiserem, mas estou tão apreensiva ao ver pessoas precisando de uma mão e eu sem poder fazer nada? Como gostaria de poder ter alguns trocados a mais para fazer o bem a quem mais precisa. Não importando quem seja o necessitado.
Dias atrás, saí pra ir ao supermercado e acabei estragando o meu dia. Dia não, dias.
Um cachorro ao revirar um lixo que estava na calçada à espera dos que acolhem, se engasgou. Notei que tinha um objeto atravessado em sua boca e angustiado passou a se debater, enquanto algumas pessoas riam e o enxotavam. O animal estava em choro e desesperado bem no meio dos carros que passavam em velocidade.
Ali me sentindo incapaz de qualquer ação, fiquei sem saber o que fazer para lhe defender. De súbito, joguei as compras ao chão e fui em sua direção. Corri riscos por ele, sei, mas larguei tudo o que estava fazendo e fui tentar socorrê-lo. O animal não aceitou que me aproximasse dele. Claro, o coitado do animal, vive sendo agredido? Então, saí correndo a procura de um vizinho que tem farmácia e tudo o que é de uso para proteger um animal. Sem sucesso. Tudo estava em silencio e fechado.
Desolada, voltei ao local para outras tentativas, mas não mais encontrei o bicho. Andei e dei voltas na quadra e não mais o vi. JURO. Não sou a melhor pessoa na face da terra, mas daria tudo que tinha naquela hora para lhe defender. Ao vê-lo sofrer daquela forma, o meu coração chorou por ele, por bastante tempo. Penso que podia ter feito muito mais por ele. A dor dele, era minha também.
ACREDITEM! SE O BICHO TIVESSE CONFIADO EM MIM, TERIA SOFRIDO BEM MENOS.
Não procurei ajuda pensando na bondade de estranhos, eu queria livrá-lo daquele sofrimento.
MARY PEGO
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