segunda-feira, 30 de novembro de 2015

QUEM SABE, ALGUÉM QUE ESTIVER À MINHA PROCURA,

    VEJA OS FIOS DE MEUS CABELOS, E ME ENCONTRE.

Venho andando tão depressa,
E por lugares tão difíceis,
Que não consigo deixar sequer os meus rastros.
Pegadas ao chão, que poderiam me ajudar,
Se por acaso, vier a me perder,
Venho muito depressa e ferida.
Noto que o excesso das lágrimas que lavam o meu rosto.
Juntam com o meu suor, encharcando,
Alguns pouquíssimos e invisíveis pontos do caminho,
Que liberta o chão dos empecilhos,
Dando notoriedade as pegadas ao chão.
A min'alma lamenta. Chora sem parar.
Mas fico apreensiva pensando,
Que as lágrimas e suor secam com o tempo.
E isso pode fazer que não me encontre de vez.
Estou sozinha.
E com medo que a solidão me ataque sem pena,
De vez em quando, arranco fios de cabelos de minha própria cabeça,
E amarro em pontos por onde passo,
Na esperança de que me encontrem.
Preciso ser encontrada, para não morrer de inanição.
Quem sabe alguém que estiver à minha procura,
Veja os fios de meus cabelos, e me encontre.






















                                                       










                          MARY PEGO.

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