PORQUE NEM UMA DELAS, DEU CERTO NOS CADEADOS.
Quando pensamos em alguém que amamos,
Logo vem a imagem de seu rosto,
Com um largo sorriso estampado no rosto,
Gestos de felicidade e tudo mais.
Hoje, quando penso em você,
Não consigo ver nada.
Antes via além de minhas imaginações.
Ficava impressionada como estava tão perto,
Mesmo muito distante.
Você vai desaparecendo de forma tão angustiante,
Que o meu amor não esta conseguindo mais te encontrar.
Cadê você? Onde é que você está?
A minha alma não se contacta mais com nada.
Você me castigou e me desprezou tanto que,
Quando falo de você,
Ela não mais festeja como antes.
Antes ela dançava e sorria tanto,
Que parecia explodir de alegria.
Hoje, quando não finge-se de morta,
Chora lamentando a lembrança.
O amor quando não correspondido,
É mesmo que estar preso num cubículo,
Com porta e janela trancados a cadeados.
E as chaves que estavam destinadas para abri-los,
Nem uma delas deram certo,
E assim continuaram cerrados.
Eu no desespero em querer livrar-me desse sentimento,
Que agora tornou-se em angustia,
Pus-me a lançar contra as paredes,
Na esperança de escapar de qualquer modo.
Estou assim.
Machucada ferida, cheia de hematomas,
Por tantas tentativas frustradas para escapar desse amor.
Quero desesperadamente que esse amor vire outra coisa,
Para que não me faça sofrer mais.
Um sentimento que na verdade teria que ser bom,
Acabou somente em dor, angustia e desilusão.
MARY PEGO
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