segunda-feira, 6 de abril de 2015

NÓS TE AMAMOS.

                                                          VENHA!



A casa está escura séria e sem pretenção
Escuridão e um arrepio da solidão
Sem você nada mais aqui presta.
A alegria foi embora e teima em não voltar.
Tudo por aqui entrou num silêncio frio.

Silêncio doloroso e febril;
Daqueles que doem todos os meus ossos.
Sinto a boca travada como que nunca;
Teve um funcionamento normal.

Sem ter você pra jogar conversa fora;
Não poder falar o que não se deve;
Só com você e pra você;
Sinto paralisar todos os meus sentidos.

Necessito muito falar com você;
Pra poder lembrar do dever de te fazer feliz.
Um dever ordenado pelo coração.
Tocar em você.

Tocar em você como se estivesse;
Tocando num anjo.
Sentir em você a imortalidade;
Do amor a dois.

A casa sem você fica escura,
Escuridão e um arrepio da solidão.
A casa sem você não sorri.
Fica séria e sem pretensão.

As cachorras coisa que nunca aconteceu antes;
Não mais dormem.
Uivam dia e noite chamando e implorando;
Por você.

Todos preferiram unir-se a mim;
E chorar também.
Juntos lamentamos a sua falta;
Na esperança de que uma hora nos ouça.

As janelas com inveja da nossa saudade;
Resolveram me preocupar.
Ao serem tocadas gemem numa altura
E não há emoliente que as acalmam.

As fechaduras das portas;
Protestam e não mais aceitam as chaves.
E o portão que dá entrada a triste casa;
Se recusa terminantemente a se fechar.

Aqui todos os seres animados e inanimados;
Esperam ansiosos por você.
Nós te amamos.
Venha!


MARY PEGO

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