quarta-feira, 31 de agosto de 2016

OS SORTUDOS QUE APAGARAM AS LUZES,



 FORAM OS QUE CONSEGUIRAM VER  TAMANHO DA MINHA INOCÊNCIA!

Ingênuo é você que não consegue ver o que o meu coração implora.
Ele quer coisa que você nunca será capaz de me dar.
Você é  pingo d'água, meio ao imenso oceano.
Não consigo imaginar um pingo a vagar?
Se o inexistente se contabiliza, portanto, você é nada.
Nada é nada.
Nunca existiu, não existe e jamais existirá em minha vida.
Deixe de ser engraçadinho e pare de rir da minha inocência.
Possuo aquela inocência que repudia tolos metidos a gostosos, assim feito você.
Por esse motivo triste e banal, somente aqueles que apagaram as luzes,
 foram os que conseguiram ver o tamanho da minha inocência!
Vive saboreando com a sua estupidez, aquilo que nunca vai conquistar.
E diminuindo cruelmente, quem você nunca vai conseguir ter.
Não sou melhor que ninguém, só não te quero em minha vida,
ESCROTO, DE INOCENTE EU NÃO TENHO NADA!

































                    
                  MARY PEGO

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RESPONDO FEITO UMA VACA A BERRAR.

                                  ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉHHHHHH!
VOU TENTAR SER FORTE! JÁ ATUREI TANTA MERDA NA VIDA, PORQUE NÃO, MAIS UMA?

O mundo dá voltas!
Há pouco, muito pouco tempo, por eu querer me aproximar de meu pai,
até recebi ameaças.
Me disseram que iriam me agredir fisicamente se me aproximasse dele.
Hoje a saudade bateu neles e já marcaram visitas.
Antes faziam de tudo para impedir que eu o visse.
Claro, eles querem ver é o pai deles também, não é?
Mas acho que não vou ter estomago para olhar nas fuças deles.
Enquanto puderam me fazer maldades, fizeram.
E mesmo depois de ele, ( papai) estar comigo,
continuaram.
Será que são tão idiotas, à ponto de não imaginar que um dia teriam que se aproximar da gente?
Eles não são inocentes, são ruins mesmo!
E eu tenho nojo de gente ruim.
Gente que usa frases como;
_Não cuido porque trabalho. Não sei como ele esta, porque não tenho tempo para visitá-lo..
Ouço o imbecil falando e respondo feito uma vaca;
_ÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!
É MELHOR BERRAR DO QUE TER QUE FALAR COM GENTE DESSE NÍVEL!
Quero ver, quando estiver precisando, sem ter ninguém que possa lhe atender, e o seu jumentinho infeliz, olhar na tua cara enferma, e falar o mesmo com você!
_Tenho que trabalhar. Se arruinar mais, vou ver se saio do serviço para cuidá-la.
Mentira!
No cemitério, até na data de hoje,  não apareceu ninguém para cuidar da mamãe.
Mas hoje, com o pescoço mais grosso do que de um burro,
sabem até gritar que tem direito de visitá-lo.
São monstros com capa de santo.
Coitados, eles não sabiam que existia o tal direito, até agora!
Faziam pra me impedir que o visse.
Venham agressores!
Não tenham medo, porque eu não nasci para agredir ninguém.

































                           MARY PEGO

domingo, 28 de agosto de 2016

FOGEM DE MIM, COMO O DIABO FOGE DA CRUZ.

                    OS PROBLEMAS NÃO ME AMAM!

Levo uma vida compassada.
Coloco os ingredientes na medida à ponto de não perder o alvo.
Quando os problemas da vida vier a entrar em ebulição, esse caldo não venha a entornar.
Vai que alguma coisa boa  venha a se perder no pouco que por acaso se esparramou pela vida,
e nunca mais eu consiga juntar?
Quando quero assumir alguma coisa, ou pessoa, me preparo bem antes, para que nada venha me surpreender, fugindo dos meus propósitos, estragando ou maculando a minha caminhada.
Na minha vida, (apesar de alguns sustos que acabo por tomar) as coisas que acontecem de "anormal", não são corriqueiras. Não vão vir sempre e quando quiserem.
E "quando" aparecem, acabo matando-as, até as suas raízes.
CEPO_OS.
O túnel pode até existir, mas caminho com consciência, para que quando eu perceber que estou dentro dele, a luz esteja brilhando para que eu possa ver com nitidez o fim.
Recebo-as, com a plenitude de que elas viriam, cedo ou tarde, mas que estão somente de passagem.
Tomo providencias para amenizá-las o mais rápido possível, ou expulsá-las de vez por todas da minha vida.
Problemas?
Qual nada!
Os problemas não me amam!
GRAÇAS A DEUS!
FOGEM DE MIM, COMO O DIABO FOGE DA CRUZ.
Eles nem me querem por perto.
Quando insistem em aparecer em minha vida, encontram até o que não vieram buscar do portão pra fora.
Não dão nem o trabalho de entrar, porque não os autorizo.


































                     MARY PEGO

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PRA QUE SERVE O MEU CHORO,

            SE NEM GEMER, EU CONSIGO MAIS?

Um pecado gostar de alguém que já tem dono.
É gostar e ser obrigada a ter que apreciá-lo de longe.
Um dissabor que começou,
sem ao menos conseguir fazer com que se atente para um fim.
Um desastre foi, você ter passado por mim.
Passou me deixando amargurada,desorganizando todo o meu ser.
A minha total desordem, foi pensar em você em tempo integral.
Passou em minha vida, sem ao menos me avisar que não ia parar.
Simplesmente passou, roubou e levou consigo, toda a minha paz.
Um trapaceiro que não teve ao menos a decência de me satisfazer.
Com o meu excesso de desejo, só não subi pelas paredes,
por não ter mais forças nas pernas que enfraquecidas pelo tempo, estão.
Chorar?
Pra que serve o meu choro, se nem gemer consigo mais?

































                  MARY PEGO

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

FIQUEI A BATER O QUEIXO, FEITO PORCO DO MATO.

                   FEIA, MAS ESPERTA PRA BURRO.

Quando ainda criança,  na cidadezinha em que morávamos, certa manhã, dois policiais batiam em nossa porta, pedindo para que mamãe nos levassem até a delegacia da cidade, para que fôssemos vacinados contra a paralisia infantil.
Eu, a quadrúpede da manada, desconfiada passei a dar voltas pela casa a tremer.
À partir daquele momento, nada do que me mandava fazer, eu ouvia. 
E meus passos ficaram dificultados de modo a não poder andar direito. 
Acionei os freios total.
Mamãe mais que depressa, juntou todos nós crianças e foi pra lá. 
Fui praticamente arrastada pela mamãe que nervosa ficou.
Uma fila enorme se fazia meio ao sol escaldante, e eu com o coração saindo pra boca fiquei a bater queixo, feito um porco do mato.
Os policiais chegavam com uma pistola no braço das crianças que...Desesperadas gritavam e se esperneavam pela poeira. Coitados! Só se via nelas, olhos e dentes.
Eu ao presenciar toda aquela desordem, fiquei quase desmaiando de tanto medo.
Quanto mais chegava a minha vez, mais o som da minha garganta mudava. 
Por fim, passei a coaxar. 
Nessas alturas, mamãe já tinha perdido toda a paciência comigo.  
Segurada em minha roupa, eu engatinhava pelo seus pés em prantos.
Credo, nem a caçula foi tão covarde! 
Mamãe me cutucava com um dos pés para que eu avançasse na fila e dizia;
_Deixe de ser covarde! Vamos!
_A senhora tá me machucando. Dizia na esperança de que tivesse pena e me soltasse.
E não foi que deu certo?
Quando me libertei das suas garras, sai correndo cidade afora, sem rumo pra tentar com que me deixassem , mas os meus lamentos, atravessava o povoado por todos os lados.
Dois policiais saíram a minha caça, mas quando vi que o meu choro indicava o meu esconderijo, me escondi  mais longe e calada fiquei.
DESDE PEQUENA, EU JÁ ERA ESPERTA PRA BURRO!
Tudo ficou bem. Nada do que eu não queria que acontecesse, aconteceu.
Ainda bastante desconfiada, voltei pra casa à tardinha.
Ao chegar, mamãe não deixou barato com o seu sermão. 
Passou o tempo todo me espezinhando. 
Jantamos e fomos dormir com aquele disco riscado a falar;
_Vai adoecer burrico. Vai morrer porque não se vacinou. Os seus irmãos foram mais espertos que você e vão ficar saudáveis. Você é um bicho do mato, pior que todas as outras crianças que lá estavam. Eu a levei e não vou me preocupar com mais nada.
O meu coração sabia que tinha algo de errado, por trás de tanta saliva jogada fora por mamãe, mas o que seria afinal? Se estivesse tudo perdido, como falava, o corretivo que me daria seria outro bem pior.
Depois de já estar dorminho, acordei com dois policiais em volta da minha cama. Um me imobilizou e o outro me vacinou, dizendo;
_Fuja negrinha feia! Nos fez perder muito tempo te procurando sem resposta. Se acha a espertalhona agora? Então fujaaaa!
Fiquei magoada pelo insulto que me fizeram! Me xingaram de feia. Pra mim, o xingamento foi muito pior que a invasão para me vacinar. Aquilo ficou registrado em meu cérebro por muito tempo.
FEIA? MINTA, QUE EU FINJO QUE ACREDITO, VAI?

































                    
                 MARY PEGO

terça-feira, 23 de agosto de 2016

ESTOU SEM PALAVRAS,


           E SEM RECURSOS PARA DEFENDÊ-LO.

O resultado do exame,  (DO MEU ADORÁVEL PAPAI) foi  o pior possível!
Estou pasma, aqui com os dentes cerrados e sem argumentos.
E AGORA?
Triste saber que não está no meu poder, a solução do problema.
A minha força se esvaiu de forma que tudo para mim, virou treva.
Nada agora, depende do meu querer.
Sem recursos financeiros, é olhar e chorar.
Demorei tanto resgatá-lo, que não sei do que vai acontecer daqui pra frente.
Eu e ele numa corrida contra o tempo.
E AGORA MEU DEUS? 
SOMENTE DEUS NA NOSSA FRENTE PARA NOS DEFENDER.
ESTOU TRISTE, MAS JÁ SABIA DESDE O MEU PRIMEIRO GRITO DE SOCORRO.
MAS NINGUÉM DA FAMÍLIA, ME ATENDEU. MUITO MENOS ELE QUIS ME OUVIR.


































                             MARY PEGO

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A DESGRAÇA ESTAVA PEDINDO PASSAGEM,

   E POR PURA IMPRUDÊNCIA, MAMÃE CONCEDEU-A.

Como a água encanada tinha acabado de chegar no nosso bairro,
mamãe resolveu dar fim no poço d'água que nos servia há muitos anos.
E para se livrar dele, resolveu entupi-lo, descartando todo o lixo produzido em casa.
Restos de plantas que capinava do quintal, de árvores e até um pé de bananeira, ela descartou neste poço.
Santo pé de bananeira, ainda bem que o seu destino final, nos serviu como proteção.
Um poço que aos dezesseis metros de extensão, surgiu a primeira vertente d'água,
e ao ser concluído se abasteceu com mais cinco de águas límpidas.
Ao todo (penso eu) tinha vinte e dois metros.
Um dia aconteceu a quase tragédia na família.
As crianças brincando alegres, entravam pela porta que dava para a rua, e saíam pela porta da cozinha, passando por cima da tampa do tal poço, tomando o quintal.
Neste dia, mamãe resolveu fazer uma faxina, e para não perder muito tempo, deixou a tampa que fechava em falso.
Não demorou nada para que uma das crianças sumisse buraco à dentro.
A desgraça estava pedindo passagem e por pura imprudência, mamãe concedeu-a.
Eu não estava presente, mas fiquei sabendo do episódio bem rápido.
A criança só não morreu, porque mamãe tinha jogado dentro do poço, uns dias antes, um pé de bananeira, e ao cair, ficou encavalada nele.
No que aconteceu, houve gritos, desmaios e histerias de toda sorte.
Enquanto transeuntes desconhecidos em desespero, tentavam ajudar no resgate, acabavam quase por virar vítimas. Escorregavam e mergulhavam meio ao lixo, se enroscando ao empecilho atravessado no poço, onde estava a criança. Pelo choque da pancada que o tronco recebia com a queda, a criança afundava na água precisando ser resgatada por quem tinha se arriscado a morrer por ela.
O tronco de bananeira não é firme e se curva facilmente, com um peso que não suporta.
Neste dia, quase perdi muitas vidas, mas graças a Deus todos estão bem hoje.
Tenho grandes motivos para ser grata, não é?
Os bombeiros chegaram, e salvou-os. 
IMPRUDÊNCIA MATA. 


































                    MARY PEGO