terça-feira, 5 de setembro de 2017

DETER OS AMORES,

                        QUE SEQUER CONSEGUI ACOLHER.

Ó sombra minha!
Diga-me, como poderei me esconder de você.
Afastar-me talvez?
Uma sombra que me assombra simplesmente por prazer.
Bem quando me desespero por me sentir perseguida por te ver.

Ó sombra minha!
Tento me dispersar, mas é nas sombras que quero morrer.
Morrer em você onde consigo me rever.
Vivo em sombra sem conseguir me deter.
Deter os amores, que sequer consegui acolher.

Ó sombra minha!
Porque tanto me persegue?
Segue meus passos como se um detetive fosse.
Sou eu tão rara assim?
Se sim, peço sigilo absoluto.

Ó sombra minha!
Peço-te também, que tenhas piedades e não contes a ninguém desse meu dissabor.
Pois em segredo lhe confesso que já vi tantos se passando por alguém, por medo de serem eles, um reles ninguém.
Perdoe-me pela minha soberba e indiferença, sombra minha!
Mas é que ninguém ainda sabe o que se passa nesse meu louco e desentendido interior.


































                        MARY PEGO

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