domingo, 27 de agosto de 2017

A MINHA RELIGIÃO É O VENTO.

                         NÃO GOSTO DE COISAS PEGAJOSAS.

O que me resta agora é ouvir você dizer que vai se preservar pra  não perder a sua santidade.
Virtude? Cadê a moita? Onde é que está o mandiocal?
Poupe-me, porque nunca fiz das minhas calcinhas bandeira, fazendo-as  tremular com o vento nos arbustos, pra depois do prazer, dividir ósculo santo com folhas de mato penduradas nos cabelos.
Tentar me converter é pura hipocrisia, porque da sua boca, nunca  foi proferida uma verdade sequer.
Recebo os seus insultos como se piada fosse.
Lembra?
O povo de tão invejoso que era, não davam nem tempo pra que caprichasse nos seus desejos mais inflamados e picantes, te surpreendendo com a LANGERIE nas mãos.
Quanta santidade, né?
Se falando de pureza,  por acaso alguém viu algum santo passar por aqui?
Espero que não, né?
Então não fique chamando a atenção, com a intenção de querer se passar por pura, porque te conheço de outros carnavais.
Eu não uso de religião para me exaltar, e não quero ser de religião nenhuma.
A MINHA RELIGIÃO É O VENTO.
Porque ele vem, me refresca ou me destrói por estar mais forte que eu, mas passa.
Ele se vai sem querer saber se gostei dele, ou não.
Não gosto de coisas grudentas que vivem me segurando por estar coladas em mim.
E religião é assim, totalmente aderente e eu não gosto de coisas pegajosas.
Então não se exiba porque não estou interessada em santidade.


































                           MARY PEGO

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