OUTRO TAMBÉM!
Tenho vontade de falar, gritar o que me vem a mente.
Mas vivo sob censura o tempo todo.
Sinto que se não gritar, morro sufocada de vez.
Amor, se eu tivesse o dom de cantar, para amenizar essa minha dor e paixão,
compraria um violão para cantarolar essa minha ternura só pra vê-lo sorrir.
Pobre de mim!
O ouço como orquestras e sinfonias, resmungando pelos cantos da casa.
Neste momento eterno, sinto que o mundo inteiro pertence somente a mim.
Quero que saiba, que o amor é que acaba por me enlouquecer de vez.
Vivo com tantas coisas boas e bonitas guardadas no peito que não consigo me calar.
Todas elas prontinhas para serem lançadas boca a fora, com o intuito de te enfeitiçar.
Mas sempre tenho que me calar, porque todas elas vem em forma de música.
E eu, com essa minha voz rouca, não ajuda em nada na harmonia.
Quando ouso soltá-las as escondidas, amor, ouço som, feito pato que está engasgado.
Um grasnar entristecido e lamentoso de dar pena ao ouvir.
Até as paredes da casa tremem de pavor.
Um violão, se tivesse eu as habilidades, poderia cobrir o barulho e alegrar-te.
Pra que eu saia ilesa desse meu louco amor, vivo a ensaiar de todas as formas.
Por fim, resolvi cantar debruçada em mim mesma, para sentir o latejar do amor,
e aquecer esse meu peito doente e apaixonado.
Sem ter você por perto amor, sinto que é bem melhor morrer.
E esse meu descontentamento e dor, vem acontecendo com uma certa frequência.
DIA SIM, OUTRO TAMBÉM!
MARY PEGO
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