sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

POR DETRÁS DA PORTA.

VI O MUNDO INTEIRO, COMO SE ESTIVESSE NA PALMA DA MINHA MÃO.

Ofegante com a mão na maçaneta, estava ali a perder o fôlego de tanta ansiedade.
Era somente uma porta rústica, com um verniz descascado.
Era um lugar escuro, mas eu sabia muito bem descrever o que havia ali.
Um puxador daqueles bem antigo.
Estava eu com a mão bem segura, por detrás da porta, pronta para virar a maçaneta,
abrindo-a de vez.
Quase que em desespero e medo, perguntava-me;
_O que ha do outro lado? Sera bom ou ruim? Vou me surpreender ao abri-la?
E se ao abrir, feras virem voando para cima de mim? Como vou me defender, se estou só?
Indecisa ali fiquei, tentando ouvir algum ruídos.
NADA.
NEM O BARULHO DO VENTO, OUVI.
Fiquei intrigada e incomodada com tudo, pois sempre ouvi até o nada.
Sempre ouvi até o inexistente.
Sempre me intriguei com tamanho silêncio.
Não ouvi absolutamente nada.
O chão estava que não se sentia um grão de terra.
De tão liso, cintilava, resplandecia, clareando o escuro do lugar.
Transpirando de tanto medo e incerteza, eu já não nem mais sabia o que realmente estava sentindo.
Então de supetão abri e vi o que jamais pensei ver em toda a minha existência.
VI O MUNDO INTEIRO, COMO SE ESTIVESSE NA PALMA DA MINHA MÃO.
As maravilhas na sua plenitude, que jamais poderia descrevê-las.
Acho que devido as brincadeiras sérias que passo escrevendo, é que vejo coisas absurdas.
Passei bom tempo ali olhando e imaginando, como a vida e linda e ao mesmo tempo é complicadíssima.
AMO A VIDA, MESMO SEM SABER POR QUAL MOTIVO ESTOU AQUI.



































                             MARY PEGO

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