Aos cantos e cantos
Aos cantos, vivo a chorar;
Cantos escuros sem luz e sem ar.
Canto sonhando ao vê-lo chegar;
Alegria no peito, na boca e no olhar.
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Canto umedecido pelas sombras;
Enquanto lá fora cantos alegram os tais.
Num canto ninguém ouve os meus ais;
Em lágrimas o meu sorriso se desfaz.
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Cantos e cantos;
Luz, sol, sombras e trevas .
Os meus dias se vão e o balanço os levam;
Levam sem pensar e querer ir.
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Levam pra onde quiserem;
Pra onde obrigam-me a ir.
Levam pela luz do sol;
Vir não querem, pois surdos, mudos, deveras.
Mary Pego
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