segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Coitada de mim.



Moro num país democrático, por isso, sou livre.

Pago impostos exorbitantes por isso faço o que quiser.

Contribuo acirradamente para ver quem amo morrendo sem leito, sem respirador artificial e até na porta de um hospital.

Dou meu voto, por livre e espontânea pressão.

Sim, sou pressionada.

Se eu não votar, não viajo, não estudo e tenho que viver como parasita.

No dia da votação, eu estarei lá para eleger alguém que quase com certeza, vai me ver morrer na fila do S.U.S e pouca importância dará ao fato.

Coitada de mim.

Como fico com pena de mim.

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